Artista chinês traz exposição de restauração ecológica para os EUA

O objetivo de Zhu Renmin é promover a sua filosofia de restauração ecológica e conscientizar o público norte-americano
Por Redação

O artista chinês Zhu Renmin, pintor com tinta naquim e diretor do centro de pesquisa para restauração ecológica da Universidade de Zhejiang levou para o Vale do Silício, nos EUA, mais de 100 peças de suas obras para uma exposição permanente. Com o intuito de promover sua filosofia de restauração ecológica e conscientizar o público norte-americano, a exposição inclui pinturas, esculturas e esboços com os quais Zhu realiza intervenções artísticas e de arte para salvar o planeta.

Durante as últimas quatro décadas, Zhu esteve envolvido em projetos de restauração ecológica na China. Entre os seus projetos estão as restaurações de paisagem da Lotus Island, , no Mar da China Oriental, do Parque Nacional Wetland do Lago Mingcui, uma paisagem do deserto da Região Autônoma de Ningxia Hui e a Rua Gushui, no Grande Canal na Província de Zhejiang.

Zhu apresentou suas realizações com esses projetos ao público americano, em um seminário intitulado “Art Saves Ecology” (A Arte Salva a Ecologia) realizado pela Universidade de Stanford. O artista afirmou que seu processo de restauração ecológica inclui três fases: ecologia espiritual (meditando nos projetos); ecologia natural (completando os projetos no meio ambiente) e ecologia cultural (espalhando essa filosofia para a geração mais jovem).

O artista foi treinado na pintura tradicional chinesa e disse que a sua arte “deve servir à humanidade e ao meio ambiente” quando percebeu o ambiente sendo devastado. Zhu afirmou que usou o seu próprio dinheiro para construir a Ilha de Putuo Lotus, que quase desapareceu devido à recuperação de terras. Agora ela é um destino gratuito para os visitantes e aberto ao público.

De acordo com Zhu, as atividades de desenvolvimento econômico fizeram com que mais de 700 ilhas desaparecessem o que foi causado por diversas ações que danificaram o ambiente marinho e desencadearam problemas naturais e culturais. Ele comprou a ilha de Lotus e passou 15 anos planejando, projetando e construindo o projeto que chamou de “a personificação da minha concepção de ecologia espiritual, natural e cultural”.

Publicado em: 24/09/2018

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