A Administração Nacional do Patrimônio Cultural da China (NCHA) publicou o plano de trabalho de arqueologia para o 15º Plano Quinquenal (2026-2030). O documento prioriza a pesquisa sobre as origens da civilização chinesa, a cooperação internacional, o uso de tecnologia e a divulgação das descobertas para o público.
O interesse em arqueologia já cresce. O país tem 65 parques arqueológicos nacionais, que passaram de 20,97 milhões de visitas em 2021 para 97,74 milhões em 2025, somando 303 milhões no período.
Em Zhengzhou, na província de Henan, um museu quase todo subterrâneo no parque de Dahecun exibe mais de 1.500 peças de um povoado neolítico de cerca de 7 mil anos. Em Luoyang, na mesma província, sítios de diferentes épocas viraram marcos culturais integrados à cidade.
Para Zhang Lei, chefe do departamento de arqueologia da NCHA, a área está deixando de ser uma especialidade restrita e passando a envolver um público mais amplo.
O plano mantém o Projeto de Origens da Civilização Chinesa e aprofunda escavações em sítios como Erlitou, as Ruínas de Yin e Sanxingdui. Também prevê estudos sobre a civilização ao longo do rio Yangtzé, a origem humana no Leste Asiático e o patrimônio subaquático nos mares do Sul e do Leste da China.
No campo internacional, a China pretende fazer escavações conjuntas com outros países, com foco nos parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota, e criar de cinco a dez projetos-modelo de cooperação.
A pesquisa deve se aproximar das ciências naturais, com laboratórios mais equipados e uso de ferramentas digitais e de inteligência artificial. A Universidade de Pequim vai apoiar a produção de livros didáticos e reforçar a formação que combina sala de aula, trabalho de campo e laboratório.
Para o público, o plano prevê mais publicações de relatórios de escavação, atividades educativas nos sítios e novos formatos de divulgação das descobertas.







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