Brasil reforça presença na CIIE 2025 e destaca novas oportunidades no mercado chinês

Estados como Mato Grosso, Goiás e Maranhão apresentaram produtos e iniciativas que ampliam a cooperação agrícola e tecnológica com a China
Por Redação

A 8ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) foi encerrada nesta segunda-feira, consolidando-se novamente como uma das maiores feiras do mundo voltadas à promoção do comércio global. O Brasil teve destaque na edição deste ano, reafirmando a importância de seu agronegócio e apresentando novas iniciativas de cooperação com o mercado chinês, que se mostra cada vez mais aberto e estratégico para os produtores brasileiros.

Em sua terceira participação, o estado de Mato Grosso dobrou o tamanho de seu estande, chegando a 200 m² e reunindo cerca de 70 empresários locais. “Viemos mais uma vez à China para mostrar a qualidade e a sustentabilidade dos nossos produtos”, disse César Miranda Lima, secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, à Xinhua.

Durante o evento, foi inaugurado em Shanghai o escritório da Invest MT, que funcionará como centro estratégico de promoção comercial e atração de investimentos chineses. Lima destacou ainda o intercâmbio produtivo entre as duas economias: “Nós produzimos alimentos, e a China produz tecnologias e equipamentos.”

De Goiás, a Caramuru Alimentos participou pela primeira vez da feira para ampliar a presença da marca no mercado chinês. Segundo o gerente de comércio exterior, Rodrigo Arruda, produtos como farelo, lecitina e glicerina de soja têm forte demanda na China. “O mercado chinês beneficia toda a cadeia do agronegócio brasileiro. Mesmo empresas que ainda não exportam já se preparam para ingressar nesse mercado”, afirmou.

O Maranhão também marcou presença, com o secretário Washington Oliveira destacando o potencial do estado na produção e exportação de soja, milho e açúcar. Segundo ele, o objetivo agora é agregar valor aos produtos agrícolas por meio da industrialização. Oliveira elogiou a crescente abertura da economia chinesa, afirmando que “a CIIE demonstra como a China vem impulsionando não apenas seu próprio desenvolvimento, mas também a prosperidade compartilhada do Sul Global”.

Publicado em: 10/11/2025

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