A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) assinou na sexta-feira (30) um acordo de exclusividade de dez dias com o grupo chinês Huaxin Building Materials para negociar a venda de sua divisão de cimento. A operação foi avaliada em R$ 12,7 bilhões (cerca de US$ 2,4 bilhões), valor que inclui as dívidas da subsidiária.
Segundo a CSN, a proposta da Huaxin foi a mais vantajosa no processo de venda aberto em março. O prazo de exclusividade serve para fechar os documentos definitivos do negócio. A venda faz parte do plano anunciado pela CSN em janeiro para se desfazer de ativos e reduzir o endividamento. A empresa terminou o segundo trimestre com dívida líquida de cerca de R$ 42 bilhões e estima que o programa de desinvestimentos pode cortar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões desse total.
Para a Huaxin, um dos principais grupos chineses de materiais de construção, seria a entrada no mercado brasileiro de cimento, um dos maiores da América Latina. A CSN Cimentos tem capacidade para produzir 16,3 milhões de toneladas por ano.
A empresa chinesa já atua no Brasil desde 2025, quando concluiu a compra da Embu, dona de pedreiras de agregados (pedra britada usada na construção) na Grande São Paulo. A aquisição faz parte da estratégia de expansão internacional do grupo, que vem comprando ativos em vários países.







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