Embaixador do Brasil na China fala sobre êxitos da política de reforma e abertura

Entre os pontos citados por Marcos Caramuru estão o combate à pobreza, o crescimento da economia e da China no mercado mundial
Por Redação

 

O embaixador do Brasil na China, Marcos Caramuru, afirmou que a política de reforma e abertura da China, além de ser bem-sucedida, não beneficiou apenas o gigante asiático, mas o mundo inteiro. “O mundo todo viu o que aconteceu na China nas últimas décadas”, contou Caramuru em entrevista à Xinhua, destacando os êxitos chineses.

Diversas políticas do governo da China beneficiaram um grande número de pessoas, sendo que durante os 40 anos de reforma, 700 milhões de pessoas saíram da pobreza, de acordo com o embaixador, sendo que a meta é retirar todos os cidadãos dessa condição até o ano de 2020. Isso aconteceu graças à forma como o país enfrentou os desafios de investimento, infraestrutura, crescimento e emprego, sempre de maneira estável, afirmou Caramuru.

“De todos os pontos de vista, o modelo chinês é muito bem-sucedido. O objetivo de todas as políticas econômicas é melhorar o padrão de vida das pessoas, e neste sentido a população chinesa é muito bem-sucedida”, comentou o diplomata. A economia da China cresceu de 2% do PIB mundial para cerca de 15% nos últimos 40 anos, se tornando a segunda maior do mundo. O PIB per capita do país saltou de 400 yuans (US$ 62,5) para 59.600 yuans (US$ 9.321) e as companhias chinesas, que antes não apareciam na Fortune Global 500, já somam 115 no ranking.

O embaixador ainda falou que a China se inseriu de maneira bastante ativa no mercado e se tornou um grande player nesse, contribuindo com mais de 30% do crescimento global, demonstrando que toda a economia mundial se beneficiou da reforma e abertura. “Hoje a economia mundial olha para a China com muita expectativa. Muitas pessoas acompanham a realidade chinesa, procuram entendê-la e qual será a sua participação na economia internacional nos próximos anos”.

No Brasil, o diplomata enxerga um esforço bastante intenso e recente para entender a realidade chinesa na sua profundidade, não apenas do governo, como também dos think tanks, estudiosos, academia e políticos. Já em relação ao investimento da China no Brasil, Caramuru afirma que “em um primeiro momento, as empresas chinesas que queriam investir no Brasil tentavam reproduzir a estrutura empresarial que tinham na China, sem procurar entender a profundidade da economia brasileira. Hoje, as empresas evoluíram muito na capacidade de avaliar o mercado brasileiro, de se inserir na economia brasileira, de compreender as dificuldades dela e de buscar formas de resolver os problemas”.


Fonte: Xinhua
Publicado em: 31/08/2018

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