O presidente chinês Xi Jinping presidiu nesta sexta-feira (28) uma reunião de emergência do Birô Político do Partido Comunista Chinês (PCCh) para tratar do resgate após o deslizamento de terra que atingiu o distrito fronteiriço de Gyirong, na Região Autônoma de Xizang, no sudoeste do país. O encontro começou com um minuto de silêncio em memória das vítimas.
A pedido de Xi, o premiê Li Qiang viajou até a área atingida para visitar os afetados e as equipes de resgate e supervisionar pessoalmente a resposta emergencial. O vice-premiê Zhang Guoqing também foi ao local para acompanhar os trabalhos. Segundo a reunião, Xi emitiu instruções sobre o resgate logo após o desastre, ocorrido na quarta-feira (26) do lado nepalês da fronteira.
Nesta sexta, Xi enviou mensagem de condolências ao presidente do Nepal, Ram Chandra Poudel, e Li Qiang fez o mesmo ao premiê nepalês, Balendra Shah. Em nome do governo e do povo chinês, Xi expressou pesar às vítimas e solidariedade aos feridos, às famílias enlutadas e à população das áreas atingidas. Segundo ele, China e Nepal são “ligados por montanhas e rios” e compartilham um destino comum, e a China está disposta a ajudar o país vizinho no que for possível, tanto no resgate quanto na reconstrução.
A reunião determinou que os planos de busca sejam formulados cientificamente, com esforços para localizar todos os desaparecidos, chineses e estrangeiros, e definiu que a China prestará ajuda emergencial ao lado nepalês, com atuação em cooperação internacional. O encontro também pediu reforço da cooperação transfronteiriça em gestão de desastres e a mobilização de mais equipes de resgate para áreas remotas e vulneráveis do país.
Resgate em terreno de alta montanha
O desastre ocorreu numa região de planalto extremamente fria, com vales íngremes, clima instável, geleiras e lagos glaciais ao redor, condições que impõem desafios adicionais às operações.
Até as 10h desta sexta, 681 bombeiros e integrantes de equipes de resgate e 113 veículos já haviam chegado à área, com 6.612 itens entre equipamentos e suprimentos enviados ao distrito de Gyirong. Um primeiro grupo de 141 resgatistas e um helicóptero de grande altitude chegaram na quinta-feira de manhã, seguidos por outros 111 integrantes de uma equipe nacional de busca e resgate à tarde.
As equipes se dividiram em três frentes: uma em botes infláveis pelas vias fluviais, outra a pé pelo terreno montanhoso, e uma terceira de reconhecimento aéreo e entrega de suprimentos por drones. Treze especialistas do Instituto de Pesquisa de Incêndio de Xangai e uma equipe de 15 pessoas da estatal China Anneng, com drones, estações de satélite portáteis e câmeras móveis, também atuam no levantamento da área.
Uma preocupação central é o lago de barragem natural formado por destroços a cerca de 3 km rio acima da passagem fronteiriça: o material acumulado só pode ser removido com segurança depois que o risco de rompimento for resolvido. A reunião do Birô Político determinou monitoramento contínuo da estabilidade desse lago e das montanhas ao redor, para evitar desastres secundários.
Até a manhã de quinta-feira (27), último balanço divulgado, o desastre havia deixado três mortos e 558 desaparecidos, segundo a Administração Nacional de Incêndio e Resgate da China. Duas pessoas da região haviam sido resgatadas com vida.







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