O governo chinês afirmou nesta segunda-feira (31) que já reassentou com segurança todos os cidadãos chineses localizados nas áreas atingidas pelo deslizamento que atingiu a fronteira com o Nepal, provocado pelo colapso de uma geleira do lado nepalês em 26 de agosto. Em coletiva diária, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, detalhou as frentes de atuação do país tanto na resposta interna quanto na ajuda ao Nepal.
Segundo Guo, a China já enviou ao Nepal assistência financeira emergencial e ajuda humanitária, incluindo um primeiro lote de 50 toneladas de suprimentos que chegou a Catmandu, além de duas equipes de especialistas chineses em resgate em túneis, deslocadas para as áreas atingidas no país vizinho.
O porta-voz disse ainda que a China compartilhou com autoridades nepalesas imagens de satélite, dados hidrológicos e alertas antecipados sobre um lago de barragem formado rio acima pelo acúmulo de destroços, informação considerada crítica para prevenir novos desastres na região. Segundo ele, o país também está ajudando cidadãos nepaleses que ficaram presos do lado chinês da fronteira a retornar ao Nepal.
Guo afirmou que a China segue buscando desaparecidos dentro e fora do país, mantendo contato direto com embaixadas estrangeiras em Pequim para identificar e apoiar estrangeiros ainda não localizados nas áreas atingidas.
O desastre deixou vítimas e desaparecidos dos dois lados da fronteira. Do lado chinês, no posto de Gyirong, equipes de resgate seguem atuando em terreno de altitude elevada, vales íngremes e clima instável, com trabalhos de remoção de lama, buscas, identificação de riscos e restauração de vias, condições que, segundo resgatistas ouvidos pela Xinhua, incluem lama de até um metro de profundidade em alguns pontos.
O balanço mais recente divulgado pelo governo regional de Xizang, referente às 18h de sábado (29), apontava 16 mortos e 546 desaparecidos.







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