Um relatório divulgado neste domingo pelo National High-Level Think Tank, ligado à agência de notícias Xinhua, defende que a nova produção cultural chinesa impulsionada pela internet e pela inteligência artificial está ajudando o país a construir uma imagem própria no cenário global, e a tornar a ordem cultural internacional mais equilibrada.
O documento, intitulado “O Florescimento e a Influência Global da Nova Literatura e Arte Popular”, foi apresentado em um simpósio internacional em Shenzhen, polo tecnológico da província de Guangdong, no sul do país.
O que é essa “nova literatura e arte popular”
Segundo o relatório, o termo descreve um ecossistema cultural relativamente recente, formado por conteúdos de literatura e arte criados, compartilhados e consumidos de forma ampla pelo público em geral — e não mais concentrados apenas em autores, editoras ou estúdios tradicionais. Na prática, isso inclui desde produções audiovisuais e literárias feitas por criadores independentes até conteúdos moldados por ferramentas de inteligência artificial e plataformas digitais de grande alcance.
O documento argumenta que esse tipo de produção está enraizado no cotidiano das pessoas e reflete os temas do seu tempo, e que vem ganhando espaço em trocas culturais internacionais ao carregar elementos e uma sensibilidade reconhecidamente chineses.
Em um momento de convergência entre globalização e digitalização, o relatório sustenta que essas novas formas de narrativa ajudam a mudar a forma como a China é vista no exterior — de uma imagem historicamente “definida por outros” para uma “expressa por ela mesma”. O documento também argumenta que essa produção cultural, ao circular globalmente, contribui para descentralizar uma indústria cultural hoje dominada por poucos polos e ajuda a construir, segundo o texto, uma ordem cultural global mais justa.







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