Dezenas de visitantes fizeram fila no pavilhão da China na Bienal de Veneza para ver algo pouco comum: um braço robótico conduzindo lentamente um pincel de caligrafia tradicional chinesa sobre uma folha de papel, traço a traço, até formar os caracteres de “Sonho” e “Riacho”.
A cena faz parte da mostra “Dream Stream” (algo como “Riacho de Sonhos”), tema do pavilhão chinês na 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, na Itália, a mesma edição em que o Brasil também tem pavilhão próprio, com a exposição “Comigo ninguém pode”, das artistas Adriana Varejão e Rosana Paulino, com curadoria de Diane Lima. As duas mostras ficam em cartaz entre 9 de maio e 22 de novembro.
O título da mostra chinesa remete a “Dream Stream Essays”, uma enciclopédia escrita por Shen Kuo durante a Dinastia Song. Com a abertura do 83º Festival de Cinema de Veneza nesta quarta-feira, o fluxo de visitantes na Bienal também cresceu — e o pavilhão chinês tem chamado atenção pela mistura de cultura tradicional, arte contemporânea e tecnologia.
O jogo “Black Myth: Wukong” também é atração
Outro ponto que tem atraído público é uma área interativa com cenas do jogo chinês “Black Myth: Wukong”, sucesso mundial inspirado na mitologia tradicional chinesa e já disponível também no mercado brasileiro. Uma tela grande cria uma experiência imersiva num mundo inspirado na mitologia chinesa, ao lado de uma escultura do protagonista do jogo.
O visitante alemão Thomas relatou ter ficado impressionado com os gráficos e os controles do jogo depois de testá-lo por alguns minutos, e disse ter perguntado como poderia baixar a versão completa para conhecer melhor a mitologia por trás da história.
Segundo os organizadores, a mostra combina caligrafia, vídeo, arte digital, instalações multimídia e exibições robóticas para apresentar a tradição chinesa em novas linguagens. Obras como “Liangzhu Highlight” e “Kinetic Droplet Instrument” transformam elementos da cultura chinesa em experiências sensoriais e interativas, criando um espaço de diálogo entre o antigo e o contemporâneo.







0 comentários