A primeira turma de mulheres formadas para pilotar aeronaves embarcadas da Marinha chinesa concluiu o treinamento e foi aprovada nas avaliações finais, informou no sábado (7) a Universidade de Aviação Naval. Segundo a instituição, as pilotos serão designadas para unidades de linha de frente.
Elas vão atuar a bordo de porta-aviões e de outros navios de superfície de médio e grande porte, em diferentes tipos de missão. Todas nasceram nos anos 2000 e foram recrutadas em 2023, entre as primeiras mulheres selecionadas como pilotos pela Marinha. Antes de entrar na universidade, já tinham diploma de graduação em instituições civis ou militares.
Depois de várias etapas de seleção e treinamento, completaram todos os exercícios de voo previstos no currículo. Fizeram mais de 100 pousos e decolagens em navios e estão habilitadas para operações como pousos diurnos e noturnos, decolagens e pousos em áreas restritas e missões de busca e resgate.
Nos últimos anos, com a expansão da aviação naval chinesa de bases em terra para operações em navios, a Marinha reformulou o recrutamento e a formação desses pilotos. A universidade passou a aplicar ainda na fase de formação exercícios avançados que antes só eram feitos nas unidades operacionais, encurtando o tempo de preparo para o combate.
A China opera três porta-aviões. O Liaoning, um navio da era soviética reformado, entrou em serviço em 2012. O Shandong, primeiro construído no país, em 2019. O Fujian, comissionado em novembro de 2025, usa catapultas eletromagnéticas, sistema que lança as aeronaves com energia elétrica em vez de vapor.
A Força Aérea chinesa recruta mulheres pilotos desde 1951. A primeira turma de pilotos de caça mulheres se formou em 2009.







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