O Partido Comunista Chinês (PCCh) realizará seu 21º Congresso Nacional em Pequim no segundo semestre de 2027. A decisão consta do comunicado da quinta sessão plenária do 20º Comitê Central, encerrada nesta quinta-feira (29) na capital chinesa.
Realizado a cada cinco anos, o congresso é a instância máxima do partido. Segundo o comunicado, a edição de 2027 ocorrerá em uma etapa decisiva para a modernização do país e será um evento de grande importância política.
A plenária reuniu, de 26 a 29 de outubro, 162 membros titulares e 117 suplentes. O secretário-geral Xi Jinping apresentou o relatório de trabalho do Politburo e explicou o texto central da reunião: uma resolução sobre a “autogovernança integral e rigorosa do Partido”, expressão usada por Pequim para o conjunto de regras de disciplina interna e combate à corrupção.
O que diz a resolução
O documento faz um balanço positivo das campanhas disciplinares conduzidas desde 2012 e afirma que elas eliminaram riscos graves que estavam ocultos no partido, no Estado e nas Forças Armadas. O texto também apresenta o Pensamento de Xi Jinping sobre a Construção do Partido como guia para essa área.
Entre as frentes previstas estão o reforço da formação ideológica dos filiados e a aplicação mais rígida do centralismo democrático, princípio pelo qual as decisões são debatidas internamente e, depois de tomadas, seguidas por todos.
A resolução prevê ainda critérios mais duros para a seleção e a promoção de quadros, a continuidade do combate à corrupção, mais mecanismos de fiscalização interna e a responsabilização de dirigentes que falharem na supervisão.
Na economia, o comunicado registra a conclusão do 14º Plano Quinquenal e um bom início do 15º (2026-2030). Para o fim do ano, as prioridades indicadas são ampliar a demanda interna, aprofundar a reforma e a abertura e sustentar um crescimento puxado pela inovação.
Mudanças no Comitê Central
Zhang Shengmin foi eleito membro do Politburo, órgão de cúpula do partido. General do Exército de Libertação Popular, ele é vice-presidente da Comissão Militar Central desde outubro de 2025. Dez suplentes foram promovidos a titulares para ocupar cadeiras vagas no Comitê Central.
A plenária aprovou relatórios da Comissão Central de Inspeção Disciplinar e da Comissão Militar Central sobre “graves violações da disciplina e da lei” cometidas por 34 dirigentes. Também confirmou decisões anteriores do Politburo de expulsar 33 deles do partido.







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