A 7ª Cúpula Mundial de Mídia, realizada em Pequim entre 5 e 9 de novembro, lançou no sábado (7) uma iniciativa global para criar padrões comuns de uso da inteligência artificial (IA) no jornalismo. O encontro também aprovou o Consenso de Pequim, documento que defende a aplicação inclusiva e responsável da tecnologia no setor.
Organizada pela agência Xinhua e pelo governo municipal de Pequim, a cúpula teve como tema “A mídia na era inteligente: do consenso à ação”. Participaram cerca de 500 representantes de quase 330 veículos de comunicação, centros de pesquisa e órgãos de governo de 112 países e regiões, além da ONU e de outras organizações internacionais.
A cerimônia de abertura teve discurso de Li Shulei, membro do Politburo do Comitê Central do PCCh e chefe do Departamento de Publicidade do Comitê Central. Yin Li, também do Politburo e secretário do PCCh em Pequim, discursou no evento.
O presidente da Xinhua, Fu Hua, defendeu que veículos de todo o mundo compartilhem novas tecnologias e experiências para reduzir as diferenças de acesso à IA. O Consenso de Pequim segue a mesma linha: os avanços da tecnologia devem chegar a organizações de mídia de todos os países, independentemente do estágio de desenvolvimento.
A Iniciativa Global de Mídia para o Desenvolvimento Conjunto de Padrões de Aplicação de IA, lançada pela Xinhua, reúne 22 participantes na largada, entre eles a russa TASS, a malaia Bernama, o sul-africano Independent Media e os chineses Diário do Povo e China Media Group.
A proposta é trabalhar por cerca de dois anos em um conjunto de regras para os diferentes usos de IA nas redações, validado pelos próprios veículos. Os objetivos são garantir a autenticidade da informação, proteger dados e preservar a ética jornalística. A iniciativa também prevê um banco de dados global de aplicações de IA na mídia.







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