No dia 14 de setembro, foi inaugurado em Chongqing o Encontro Mundial de Poesia dos Grandes Rios e o 10º Festival Internacional de Poesia de Baidicheng.
Li Peng, vice-diretor executivo do Departamento de Comunicação do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, apresentou o tema desta edição: “Um encontro às margens do Yangtzé, um diálogo entre civilizações”.
“Esta edição tem como objetivo partir do rio Yangtzé e voltar-se para o mundo, conectando a literatura do Yangtzé à das grandes bacias hidrográficas do planeta e criando uma plataforma de intercâmbio e aprendizado mútuo entre a civilização do Yangtzé e a literatura dos grandes rios do mundo. A iniciativa busca promover a leitura, a tradução e a apreciação mútua entre poetas e escritores de diferentes línguas maternas, ampliando a compreensão por meio do diálogo em condições de igualdade e construindo consensos por meio da abertura e do aprendizado mútuo, de modo a contribuir, por meio da cultura e das humanidades, para a implementação da Iniciativa para a Civilização Global e para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.”
Nos próximos dias, convidados chineses e estrangeiros seguirão pelo rio Yangtzé em uma jornada de intercâmbio e criação, percorrendo diferentes localidades de Chongqing. Entre as paisagens dos desfiladeiros e do rio, poderão entrar em contato com a história da região e, nas novas paisagens urbanas e rurais, conhecer diferentes aspectos da cultura chinesa.
Ao falar sobre a cultura dos rios, o poeta norte-americano e vencedor do Prêmio Pulitzer de Poesia Gregory Pardlo afirmou:
“A poesia, assim como os rios, recusa-se a ser aprisionada. Os versos escritos às margens do Yangtzé séculos atrás — os poemas de Li Bai e Du Fu — jamais ficaram confinados ao interior. Eles desceram o rio, embarcaram em navios, atravessaram os mares e ganharam nova vida nas obras de escritores às margens do rio Hudson e do Golfo Pérsico. As águas nos mostram que a cultura está, por natureza, em constante movimento: aprende e absorve continuamente, sem jamais perder sua profunda ligação com a fonte. Para os escritores, a preocupação com o meio ambiente não é simplesmente mais um tema acrescentado à escrita, mas uma forma de autopreservação ligada à responsabilidade moral. Proteger os rios é proteger as próprias raízes das quais nasce a poesia.”







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