Tendência “China-chic” ganha o mundo e já chegou ao Brasil

Mixue, uma das marcas-símbolo do fenômeno, já abriu lojas no Brasil e promete investir R$ 3,2 bilhões até 2030
Por Redação
Tendência "China-Chic" Ganha o Mundo e Chega ao Brasil

Uma criadora de conteúdo publicou recentemente um vídeo no YouTube mostrando os souvenirs que trouxe de uma viagem à China: um grampo de cabelo, um chaveiro de panda, ímãs de geladeira e um álbum de fotos em que aparece vestida de hanfu, o traje tradicional chinês. A coleção ilustra o apelo crescente do “China-chic”, tendência que leva a estética, a cultura tradicional e a criatividade contemporânea chinesas a consumidores dentro e fora do país.

Do hanfu às marcas locais, passando por artesanato de patrimônio imaterial e produtos criativos, o China-chic ganhou espaço tanto no mercado consumidor chinês quanto entre visitantes internacionais. A hashtag #Hanfu já foi usada em mais de 350 mil publicações no TikTok, e viajantes estrangeiros têm feito sessões de fotos vestidos com o traje durante viagens ao país.

Segundo a Administração Geral das Alfândegas da China, o comércio de bens do país somou 25,47 trilhões de yuans (cerca de R$ 19,5 trilhões) no primeiro semestre de 2026, alta de 17% na comparação anual, com participação crescente de produtos criativos, tecnológicos e de marca voltados ao mercado externo.

Turistas estrangeiros também têm ido além do turismo tradicional, buscando experiências imersivas como vestir hanfu, participar de cerimônias do chá e praticar caligrafia. Segundo um relatório da Xinhua, o mercado do China-chic deve ultrapassar 3 trilhões de yuans (cerca de US$ 445 bilhões) até 2028, segundo a consultoria iiMedia Research.

O fenômeno já chegou ao Brasil por meio de marcas citadas como símbolos do China-chic. A rede chinesa de sorvetes e chás Mixue, maior do mundo em número de lojas, à frente até do McDonald’s, abriu sua primeira unidade brasileira em março, em São Paulo, e prevê investir R$ 3,2 bilhões no país até 2030, com a meta de abrir entre 500 e 2 mil lojas. Marcas como a Pop Mart, com seus bonecos colecionáveis vendidos em caixas-surpresa, também fazem parte da mesma onda de consumo que vem ganhando força fora da China.

Publicado em: 24/08/2026

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