A China abriu neste domingo, na Região Autônoma Uygur de Xinjiang, no noroeste do país, um museu de ciências dedicado a pterossauros — répteis voadores parentes próximos dos dinossauros. Segundo o museu, é o primeiro do gênero no mundo. O Museu de Pterossauros de Hami fica em um geoparque nacional na região de Hami, área conhecida pela grande quantidade de fósseis de pterossauros encontrados ali, e tem cerca de 4.600 metros quadrados de área de exposição, divididos em seis salões ovais que, vistos de cima, lembram uma ninhada de ovos de pterossauro no deserto.
Não por acaso a localização chama atenção: o Brasil tem sua própria versão desse tipo de depósito, a Bacia do Araripe, no Ceará, um dos poucos lugares do mundo com riqueza fóssil de pterossauros comparável à das jazidas chinesas. Há mais de 20 anos, pesquisadores do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências — o mesmo que liderou as escavações de Hami — mantêm parceria com paleontólogos brasileiros, como os do Museu Nacional da UFRJ, e já batizaram juntos mais de uma espécie de pterossauro.
O acervo do museu inclui fósseis recuperados em mais de duas décadas de escavações de resgate feitas por pesquisadores do instituto chinês, além do que o museu descreve como os primeiros ovos e embriões fossilizados de pterossauro preservados em três dimensões no mundo, e grandes espécimes que fazem sua estreia pública. Segundo o museu, é a primeira vez que todo esse material aparece reunido, com uma recriação panorâmica da vida e evolução dos pterossauros durante o período Cretáceo, há cerca de 130 milhões de anos.







0 comentários