A China entregou formalmente nesta segunda-feira, em Viena, uma amostra lunar coletada pela missão Chang’e-6 no lado oculto da Lua às Nações Unidas, onde o material ficará em exposição permanente. A cerimônia teve o tema “Do solo lunar ao terreno comum: um futuro compartilhado para todos” e reuniu diplomatas, autoridades da ONU, cientistas e representantes de organizações internacionais, que pararam para ver de perto o material — alguns até formaram fila para tirar fotos ao lado dele.
A origem da amostra é incomum: em 2024, a missão de exploração lunar Chang’e-6 coletou 1.935,3 gramas de material na Bacia Polo Sul-Aitken, no lado oculto da Lua, marcando a primeira vez na história que amostras foram retiradas dessa região, até então praticamente inacessível a partir da Terra. Transportada por mais de 380 mil quilômetros da Lua até a Terra e, depois, ao centro da diplomacia internacional, ela se tornou um símbolo de conquista científica e cooperação internacional.
Aarti Holla-Maini, diretora do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior, descreveu a Chang’e-6 como parte de uma sequência impressionante de conquistas inéditas na Lua e disse esperar pelo que as missões Chang’e-7 e Chang’e-8 ainda vão trazer. Segundo ela, a exposição permanente em Viena muda o papel do material: em vez de ficar restrito a laboratórios, ele passa a ficar num espaço visitado todos os anos por milhares de estudantes, delegados e visitantes de todo o mundo, dentro de um programa mais amplo da China de compartilhamento de material lunar com instituições científicas ao redor do mundo.







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