A China lançou nesta terça-feira a nave Shenzhou-22, marcando a primeira missão de lançamento de emergência do programa espacial tripulado do país. O veículo, impulsionado por um foguete Longa Marcha-2F Y22, decolou do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan às 12h11 (horário de Beijing) e entrou em órbita cerca de 10 minutos depois, segundo a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA). Às 15h50, a nave realizou encontro rápido e acoplamento autônomo com o módulo central Tianhe da estação espacial chinesa.
A operação foi ativada após a tripulação da Shenzhou-20 retornar à Terra no dia 14 utilizando a Shenzhou-21, já que sua cápsula original apresentou uma rachadura na janela após suspeita colisão com detritos espaciais. A Shenzhou-22, que estava em prontidão como parte do modelo operacional de “backup contínuo”, levou suprimentos, alimentos frescos e equipamentos para reparo da Shenzhou-20.
Segundo a CMSA, mais de 20 dias de trabalho integrado envolveram avaliação de riscos, definição de soluções técnicas, mobilização de equipes e a preparação acelerada de um lançamento emergencial, processo que demonstrou a capacidade de coordenação nacional do programa espacial chinês. Especialistas afirmaram que, mesmo com procedimentos simplificados para economizar tempo, parâmetros essenciais do foguete e da missão foram mantidos.
Atualizada em sistemas de instrumentação e componentes eletrônicos, a Shenzhou-22 será o veículo de retorno da tripulação da Shenzhou-21, lançada em 31 de outubro para uma missão de seis meses. Os três astronautas seguem em boas condições e desempenham suas atividades na estação conforme o planejado.

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