China abre programa internacional de pesquisa sobre “sol artificial”

Iniciativa em Hefei libera plataformas avançadas de fusão a cientistas de vários países

A China lançou, na segunda-feira, em Hefei, um programa científico internacional dedicado à pesquisa de plasma de fusão em ignição, abrindo algumas de suas plataformas mais avançadas, incluindo o “sol artificial” BEST, a pesquisadores de diversos países. A iniciativa é liderada pelo Instituto de Física do Plasma da Academia Chinesa de Ciências e envolve acesso ao Tokamak Supercondutor Experimental de Plasma em Ignição.

Durante o evento de lançamento, cientistas de mais de 10 países, como França, Reino Unido e Alemanha, assinaram a Declaração de Fusão de Hefei, comprometendo-se a promover ciência aberta e ampliar a colaboração global em pesquisas de fusão. A tecnologia, que replica o processo de geração de energia do Sol, é considerada uma das alternativas limpas mais promissoras para o futuro.

Segundo Song Yuntao, vice-presidente do Instituto de Ciências Físicas de Hefei e diretor do ASIPP, o mundo se aproxima de uma nova fase de experimentos: o plasma em combustão, no qual a reação é sustentada pelo calor gerado internamente. Previsto para ser concluído até o fim de 2027, o dispositivo BEST deverá realizar testes com plasma de deutério-trítio e alcançar de 20 a 200 megawatts de energia de fusão, buscando ganho líquido de energia.

Song destacou que a empreitada envolve desafios inéditos em engenharia e física, e que o novo programa internacional combina a expertise chinesa em tokamaks supercondutores com o conhecimento global para avançar nas fronteiras da pesquisa de combustão por fusão.

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