A China divulgou, na quarta-feira, um plano de três anos para acelerar a integração da inteligência artificial (IA) com o setor de informação e comunicações. Publicada pelo Ministério da Indústria e Informatização, a diretriz estabelece metas para o período de 2026 a 2028, incluindo o desenvolvimento de redes mais autônomas, ampliação da capacidade computacional e expansão das aplicações de IA em diferentes áreas da economia.
Segundo o documento, a meta é que as redes de informação e comunicações alcancem um estágio inicial de inteligência autônoma de alto nível até 2028. O plano também prevê a criação de mais de 30 casos de uso de alto valor, o desenvolvimento de agentes inteligentes especializados e a cobertura de pelo menos 75% das áreas metropolitanas com acesso à capacidade de computação de baixa latência, com tempo de resposta de até um milissegundo.
O ministério avalia que a rápida evolução das tecnologias de IA abre novas oportunidades para o setor, mas destaca que a integração entre inteligência artificial e infraestrutura de comunicações ainda enfrenta desafios técnicos e operacionais. Entre eles estão a necessidade de avanços em tecnologias essenciais, novos modelos de negócios e formas mais eficientes de integração entre sistemas inteligentes e redes de comunicação.
Como parte da estratégia, foram definidas 17 tarefas distribuídas em quatro áreas principais: modernização inteligente do setor de informação e comunicações, fortalecimento da base tecnológica para a IA, ampliação das aplicações integradas e aprimoramento da governança. Até 2030, a China pretende alcançar avanços relevantes em tecnologias-chave e consolidar um ecossistema industrial e de inovação voltado à convergência entre comunicação, computação e inteligência artificial.

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