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China critica novo tarifaço dos EUA e pede cancelamento imediato

Pequim confirma sobretaxa de 12,5% sobre produtos chineses; medida atinge 60 economias sob argumento de “trabalho forçado”

O Ministério do Comércio da China exigiu nesta segunda-feira (27) que os Estados Unidos cancelem integralmente o novo tarifaço imposto sob o pretexto de “trabalho forçado”. A porta-voz da pasta respondeu à imposição, na última quarta-feira (23), de tarifas adicionais baseadas na Seção 301 a 60 economias, incluindo a China, a mais recente escalada na guerra comercial deflagrada por Donald Trump.

Segundo o Ministério do Comércio, a China construiu um sistema jurídico trabalhista completo e atua com determinação no combate ao trabalho forçado. Em contraste, os EUA ainda não ratificaram a Convenção sobre o Trabalho Forçado de 1930 e têm manipulado a questão há longa data. “O lançamento de uma investigação Seção 301 e a imposição de tarifas unilaterais sob o pretexto de ‘trabalho forçado’ é um ato típico de unilateralismo e protecionismo, a que a China se opõe firmemente”, afirmou a porta-voz.

A atual rodada de tarifaço é, na prática, um substituto jurídico para as tarifas anteriores. Depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para tarifas amplas, e a sobretaxa global de 10% da Seção 122 expirou em 24 de julho, Washington recorreu à Seção 301 para manter a pressão comercial. Nas consultas sino-americanas, os EUA haviam prometido que qualquer tarifa adicional de substituição sobre produtos chineses não excederia 20%. A taxa atual está em 12,5%, valor que se soma às tarifas Seção 301 já existentes sobre a China, enquanto as contramedidas chinesas contra a primeira rodada de tarifas chamadas “fentanil” e tarifas recíprocas permanecem em vigor.

“Os EUA devem corrigir suas práticas equivocadas e cancelar integralmente as medidas tarifárias unilaterais relevantes”, disse a porta-voz. A China continuará monitorando de perto os próximos passos de Washington e reserva o direito de tomar todas as medidas necessárias.

A porta-voz reiterou que Pequim está disposta a continuar o diálogo e as consultas com base no respeito mútuo, na igualdade e no benefício recíproco. “Esperamos que os EUA trabalhem com a China na mesma direção”, afirmou, conclamando esforços conjuntos para defender o consenso alcançado nas consultas econômico-comerciais e construir um relacionamento bilateral de estabilidade estratégica.

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