Os quebra-gelos de pesquisa chineses Xuelong e Xuelong 2 (Dragão de Neve e Dragão de Neve 2) chegaram a Shanghai, no leste da China, nesta quarta-feira (30), após quase três meses de trabalho na 16ª expedição do país ao Oceano Ártico.
Organizada pelo Ministério dos Recursos Naturais, a missão reuniu quatro embarcações: além dos dois quebra-gelos, os navios de pesquisa Jidi e Tansuo-3. Os dois últimos seguem em operação e devem retornar em meados de outubro.
Segundo o chefe da expedição, Wang Jinhui, tanto a escala da missão quanto o volume total de tarefas bateram recordes. O trabalho incluiu levantamentos e monitoramento ambiental, pesquisa científica e cooperação internacional.
Os navios fizeram levantamentos do ambiente marinho no platô de Chukchi, na bacia do Canadá e na região central do Ártico, combinando observações simultâneas do ar, do gelo e do oceano, segundo a emissora estatal CMG.
Entre os resultados divulgados, os pesquisadores registraram um fluxo mais intenso de água quente vinda do Pacífico, abaixo da superfície, em direção à bacia do Canadá.
Segundo Wang, os resultados dão suporte para compreender melhor as mudanças climáticas globais e responder a elas, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável do Ártico.







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