A China deve colher uma safra cheia de grãos em 2026, informou nesta terça-feira (29) o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. Segundo a pasta, a produção de grãos de verão passou de 150 milhões de toneladas pela primeira vez, e a de arroz precoce ficou acima de 28 milhões de toneladas pelo sexto ano seguido.
A colheita de outono, principal da produção anual, está em andamento. De acordo com o ministro Zhang Zhu, a área plantada cresceu, com aumento expressivo das culturas de alto rendimento, especialmente o milho.
O avanço do milho interessa diretamente ao Brasil. O mercado chinês foi aberto ao cereal brasileiro em 2022 e se tornou comprador relevante a partir de 2023, mas as compras recuaram após safras cheias na China: as importações chinesas de milho caíram de 8,4 milhões de toneladas em 2024 para menos de 4 milhões em 2025. No mesmo ano, o valor das exportações brasileiras do grão para a China caiu 21%, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Zhang afirmou que, diante da maior volatilidade dos mercados globais de grãos, a China tem base sólida e confiança para manter estáveis a produção e a oferta.







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