A rede americana de cafeterias Starbucks abriu na terça-feira (29) suas duas primeiras lojas na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China. A estreia amplia a presença da marca no país, hoje seu segundo maior mercado, atrás apenas dos Estados Unidos.
As unidades ficam em Urumqi, capital regional: uma no Grande Bazar, um dos pontos mais conhecidos da cidade, e outra no Aeroporto Internacional Tianshan de Urumqi.
A loja do Grande Bazar, tratada como carro-chefe, tem projeto inspirado no formato das coberturas dos bazares tradicionais e decoração com elementos de Xinjiang, como a seda Atlas e instrumentos musicais das etnias locais. As duas unidades lançaram cardápios com sabores regionais e bebidas exclusivas, como um chá com leite salgado com sabor de nata.
Em comunicado, a CEO da Starbucks China, Molly Liu, afirmou que a chegada a Xinjiang amplia a rede de lojas da empresa e permite uma aproximação maior com os consumidores da região.
As aberturas ocorrem depois da parceria da Starbucks com a gestora chinesa Boyu Capital para operar o varejo da marca na China. Pelo acordo assinado em novembro de 2025, as duas empresas formaram uma joint venture em que a Boyu detém até 60% das operações de varejo no país, e a Starbucks, os 40% restantes. A empresa americana continua dona da marca e a licencia para a nova sociedade.
Enquanto cresce na China, a Starbucks reestrutura sua operação na América do Norte. Na semana passada, a empresa anunciou o fechamento de 250 cafeterias com desempenho abaixo do esperado na região.
A rede chegou à China continental em janeiro de 1999, com uma loja em Pequim. Em 27 de setembro de 2026, operava 8.342 lojas no país, 331 a mais do que no fim do ano fiscal de 2025, segundo dados da empresa citados pela Xinhua. Nos Estados Unidos, eram 16.933 unidades em 28 de junho, de acordo com o balanço do terceiro trimestre fiscal.
A expansão acompanha o movimento de marcas estrangeiras no mercado consumidor chinês. Segundo a Administração Estatal de Regulação do Mercado, 35 mil empresas com capital estrangeiro foram criadas na China no primeiro semestre de 2026, alta de 7% em um ano. Dados do Ministério do Comércio mostram que quase 4.800 empresas estrangeiras ampliaram investimentos no país no mesmo período.







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