O presidente chinês, Xi Jinping, pediu neste domingo que os países do BRICS fortaleçam a união entre as nações do Sul Global e assumam um papel ativo e estabilizador nos assuntos globais. O discurso foi feito no segundo dia da cúpula do BRICS em Nova Délhi, na Índia.
O Brasil é um dos cinco membros fundadores do bloco, ao lado de Rússia, Índia, China e África do Sul, e presidiu o grupo até passar o cargo à Índia no fim de 2025. As cinco iniciativas de cooperação detalhadas por Xi — em inteligência artificial, comércio, indústria digital, manufatura inteligente e formação de engenheiros — abrangem áreas em que o país já participa como integrante do bloco.
Segundo Xi, o Sul Global se tornou um motor central da multipolaridade mundial em meio a mudanças que ele descreveu como “inéditas em um século”, e por isso os países do BRICS precisam tomar a iniciativa histórica de mobilizar essas nações. Ele defendeu que o grupo proteja normas básicas das relações internacionais, como a igualdade soberana e a não interferência em assuntos internos, e pediu reformas na Organização Mundial do Comércio e na arquitetura financeira internacional, para dar mais peso aos países em desenvolvimento.
Entre as cinco iniciativas propostas por Xi estão a criação de uma comunidade de código aberto em inteligência artificial, uma parceria de zonas econômicas especiais para facilitar comércio e investimento, uma plataforma de nuvem para o ecossistema digital do bloco, apoio à construção de fábricas inteligentes e uma aliança para formação conjunta de engenheiros. Serik Korzhumbayev, editor-chefe do jornal cazaque Delovoy Kazakhstan, disse que as iniciativas oferecem caminhos concretos de cooperação em tecnologia, indústria, comércio e formação de talentos, enquanto Charles Onunaiju, diretor do Centro de Estudos da China na Nigéria, afirmou que esse tipo de solidariedade “destrava parcerias” e um sistema internacional mais democrático.







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