China busca rações substitutas para compensar redução da soja dos EUA

Entre as alternativas estão as rações de canola, sementes de algodão e de girassol, amendoim e palmiste

Para compensar a queda na importação de soja dos Estados Unidos, empresas da China apostam no fornecimento estrangeiro do grão e também em substitutos dele, de acordo com fontes da indústria do país. Uma pesquisa feita com diversas companhias aponta que existe uma prontidão e proatividade nesse setor, e que as empresas já estão recorrendo a fornecedores da América do Sul e de outras partes do mundo. Foram importadas mais de 36 milhões de ton de soja sul-americana apenas entre os meses de maio e agosto.

Zhao Changjiang, um funcionário da trader estatal de grãos COFCO, afirmou que a companhia fez pesquisas sobre rações de canola, sementes de algodão e girassol com diversos países, como a Índia, o Canadá e a Ucrânia, para ocupar o espaço vazio que ficou com a queda das importações estadunidenses.

O vice-gerente-geral das operações da Zhongken Guobang (processadora de soja localizada em Tianjin), Liu Yueshu, acredita que a canola canadense pode ser uma opção para as demandas chinesas de alimentação animal, por causa do seu baixo preço. “A ton deve atingir 2.300 yuans (US$ 334) em dezembro”, acrescentou.

“A soja não é a única fonte de proteína na alimentação animal”, afirmou o analista Wang Chanmei. “Canola, sementes de algodão e de girassol, amendoim e palmiste podem ser substitutos”, continuou ele, afirmando que a ração de amendoim, por exemplo, contém ainda mais proteína do que a de soja.

Comentários

Todos os campos abaixo são obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.