O presidente chinês Xi Jinping liderou nesta segunda-feira (17) uma cerimônia solene no Grande Salão do Povo, em Pequim, para marcar o centenário de nascimento de Jiang Zemin, o líder chinês por trás da entrada do país na Organização Mundial do Comércio (OMC), movimento que ajudou a moldar o comércio entre China e Brasil nas duas décadas seguintes.
Diante de cerca de 6 mil convidados, entre eles toda a cúpula atual do Partido Comunista da China (PCCh), Xi classificou como indeléveis as contribuições de Jiang para o que o partido chama de “socialismo com características chinesas”.
Nascido em agosto de 1926, em Yangzhou, na província de Jiangsu, Jiang comandou o PCCh entre 1989 e 2002. É considerado o líder da chamada “terceira geração” de dirigentes chineses, sucessor de Deng Xiaoping.
Jiang morreu em 2022, aos 96 anos. A ele também é atribuída a formulação da “Teoria das Três Representatividades”, doutrina que ampliou a base ideológica do partido para incluir empresários e outros setores da sociedade chinesa.
A adesão da China à OMC, concluída em 2001 sob liderança de Jiang, consolidou as regras que abriram a economia chinesa ao comércio internacional. Foi esse movimento que pavimentou a explosão das trocas entre China e Brasil na década seguinte. Depois da entrada na OMC, o país asiático se tornou comprador relevante de soja, minério de ferro e petróleo brasileiros e, a partir de 2009, o principal parceiro comercial do Brasil.
Xi também destacou a atuação de Jiang em momentos de crise, como a resposta chinesa aos efeitos da crise financeira asiática, no fim dos anos 1990, e o combate às enchentes que atingiram o país em 1998.
A cerimônia reuniu todos os integrantes do Comitê Permanente do Birô Político do PCCh: Li Qiang, Zhao Leji, Wang Huning, Cai Qi, Ding Xuexiang e Li Xi, além do vice-presidente Han Zheng, reforçando o peso protocolar do evento.

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