Projeto sino-brasileiro leva mecanização agrícola a famílias do Nordeste

Residência científica da Universidade Agrícola da China melhora renda e produtividade de agricultores no Brasil

Durante visita do presidente Lula à China, o ministro Paulo Teixeira destacou o impacto das “Residências de Ciência e Tecnologia China-Brasil” na vida de agricultores familiares brasileiros. O projeto, desenvolvido pela Universidade Agrícola da China (UAC), leva estudantes de pós-graduação ao Brasil para apoiar a mecanização em regiões com baixo acesso a tecnologia.

Instalada em Apodi (RN), a primeira fazenda demonstrativa do programa já mostra resultados: a produtividade de hortaliças aumentou até sete vezes, e a renda familiar cresceu quase 80%. No Ceará, 42 famílias adotaram novos métodos que reduziram o uso de sementes e elevaram a produtividade em cerca de 40%.

O programa surgiu após a professora Yang Minli identificar que, embora o Brasil seja um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, a agricultura familiar — responsável por 70% dos alimentos consumidos no país — sofre com baixa mecanização. Com apoio político e financeiro, equipamentos chineses como tratores, drones e semeadeiras foram enviados ao Brasil, com suporte técnico dos estudantes da UAC.

Segundo Paulo Teixeira, o governo brasileiro apoia a entrada de empresas chinesas com incentivos como isenção de tarifas, subsídios e crédito facilitado. Já a empresa chinesa Chongqing Xinyuan relata ganhos de produtividade de quase 60% com suas máquinas.

A parceria reforça os laços entre China e Brasil também no campo da agricultura familiar, com impacto direto para milhões de pequenos produtores, segundo a Associação Internacional de Cooperação Popular.

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