Um estudo conduzido por pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências aponta que a instalação de painéis solares nas fachadas de edifícios pode gerar grandes volumes de eletricidade, além de reduzir custos de refrigeração e emissões de carbono. A pesquisa foi publicada na revista Nature Climate Change.
Diferentemente do modelo tradicional, que concentra painéis em telhados, o estudo analisa o uso de superfícies verticais, conceito conhecido como fachada fotovoltaica integrada (FIPV). Com base em dados globais de edifícios e condições climáticas, os cientistas estimaram que essa abordagem poderia produzir cerca de 732,5 terawatt-hora de energia por ano em todo o mundo.
Além da geração elétrica, os painéis nas paredes ajudam a reduzir a absorção de calor, diminuindo a necessidade de ar-condicionado. Segundo o estudo, isso pode cortar em média 8% do consumo energético dos edifícios, gerando ganhos econômicos e ambientais relevantes.
Os pesquisadores também estimam que, se adotada em larga escala até meados do século, a tecnologia poderia reduzir emissões acumuladas em cerca de 38 gigatoneladas de carbono, contribuindo de forma significativa para o combate às mudanças climáticas.
Apesar do potencial, o estudo ressalta que a implementação dependerá de políticas específicas, planejamento urbano adequado e adaptação às condições locais. Para a pesquisadora Yao Ling, a solução representa uma oportunidade ainda pouco explorada para tornar cidades mais eficientes e resilientes diante do aumento das temperaturas globais.

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