China abre chamadas para pesquisas sobre saúde humana no espaço e missão lunar

Programa vai estudar efeitos da microgravidade e preparar voos de longa duração na estação Tiangong e na Lua

A Agência Espacial Tripulada da China anunciou que abrirá, a partir de 1º de abril, uma chamada global para projetos de pesquisa sobre saúde humana no espaço. A iniciativa busca avançar estudos estratégicos e de longo prazo voltados à permanência segura de astronautas em missões orbitais e futuras viagens à Lua.

O programa pretende criar um atlas biológico do corpo humano no espaço e estabelecer um banco de dados dedicado à pesquisa espacial, com impactos tanto para a saúde dos taikonautas quanto para aplicações médicas na Terra. Os estudos irão analisar, entre outros aspectos, os efeitos da microgravidade sobre ossos e músculos, além dos impactos de missões prolongadas no sistema cardiovascular, metabolismo, cognição e envelhecimento.

As pesquisas serão realizadas com base em amostras humanas, organoides e células, ampliando o conhecimento sobre como o corpo reage em ambientes espaciais extremos. A iniciativa também integra a estratégia chinesa de fortalecer sua capacidade científica e tecnológica no setor aeroespacial.

Experimentos de medicina espacial já são uma das principais frentes da estação espacial Tiangong. Desde 2023, centenas de projetos foram submetidos, com dezenas já executados a bordo do laboratório orbital.

Com planos de realizar um pouso tripulado na Lua até 2030 e ampliar missões de longa duração, incluindo estadias superiores a um ano em órbita, a China intensifica esforços para garantir a saúde dos astronautas. Segundo Li Yinghui, avanços recentes, como chips de órgãos e vasos sanguíneos artificiais testados no espaço, também têm contribuído para pesquisas médicas na Terra, incluindo estudos sobre doenças cardiovasculares, envelhecimento e desenvolvimento de medicamentos.

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