Pesquisadores da Peking University e da DAMO Academy, laboratório de pesquisa da Alibaba Group, publicaram na revista Nature um inventário de alta precisão da infraestrutura de energia solar e eólica da China.
O estudo utilizou inteligência artificial para analisar mais de 7,5 terabytes de imagens de satélite em alta resolução. Com isso, os pesquisadores conseguiram identificar e mapear 319,9 mil instalações solares e 91,6 mil turbinas eólicas distribuídas em 1.915 condados chineses em 2022.
Segundo os autores, a pesquisa oferece uma visão detalhada da expansão da energia renovável no país e ajuda a compreender como a coordenação entre diferentes regiões pode aumentar a eficiência do sistema elétrico chinês.
Um dos principais resultados aponta que a integração nacional entre geração solar e eólica é a estratégia mais eficiente para reduzir desperdícios energéticos. Isso ocorre porque a produção solar tende a atingir pico durante o dia, enquanto a geração eólica costuma ser maior à noite, permitindo complementariedade entre as fontes.
Os pesquisadores modelaram quatro cenários diferentes de integração energética e concluíram que a coordenação nacional entre províncias poderia aumentar o aproveitamento efetivo de energia renovável em quase 100 terawatt-hora. O volume seria suficiente para abastecer a carga média nacional por cerca de 120 horas, sem necessidade de ampliar a capacidade instalada.
De acordo com o estudo, o uso de IA combinado com dados de satélite pode ajudar a China a integrar de forma mais eficiente sua matriz renovável e avançar nas metas de neutralidade de carbono estabelecidas pelo país.

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