China pede cessar das operações militares no Irã e defende retomada do diálogo

Porta-voz da Assembleia Popular Nacional afirma que soberania e integridade territorial do país devem ser respeitadas

A China pediu a interrupção imediata das operações militares relacionadas à situação no Irã e defendeu a retomada do diálogo e das negociações para evitar uma nova escalada das tensões no Oriente Médio.

A declaração foi feita nesta quarta-feira por Lou Qinjian, porta-voz da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional da China, durante uma coletiva de imprensa realizada um dia antes da abertura da sessão anual da legislatura.

Segundo Lou, a China acompanha de perto os desdobramentos da situação e considera que a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irã devem ser plenamente respeitadas.

Ele acrescentou que a China continuará desempenhando o papel de “um grande país responsável”, buscando contribuir para a manutenção da paz e da estabilidade no Oriente Médio.

O porta-voz também afirmou que o respeito mútuo e a igualdade entre todos os países, grandes ou pequenos, são princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e do progresso histórico.

“Nenhum país tem o direito de dominar os assuntos internacionais, ditar o destino de outros países ou monopolizar vantagens de desenvolvimento, muito menos impor sua vontade ao mundo”, afirmou Lou.

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