A China atingiu um marco histórico na transição energética ao ultrapassar a marca de 4 bilhões de quilowatts (kW) de capacidade instalada de geração de energia até maio de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Administração Nacional de Energia (NEA). O volume coloca o país na liderança global absoluta nesse indicador, consolidando uma matriz elétrica cada vez mais limpa e resiliente.
A Ascensão das Renováveis
O crescimento tem sido impulsionado quase que integralmente por fontes limpas. De acordo com a NEA, as energias não fósseis já respondem por 62% da capacidade total instalada no país, um salto expressivo em relação aos 25% registrados em 2010.
Dentro desse grupo, as fontes renováveis (eólica, solar, hídrica e biomassa) alcançaram sozinhas 61% de participação, contra 24% há 16 anos. A velocidade de expansão tem se acelerado continuamente, mesmo diante de flutuações severas nos preços globais da energia motivadas por conflitos geopolíticos.
Segurança e Autonomia Tecnológica
Yang Kun, vice-presidente executivo do Conselho da Eletricidade da China, destacou que o patamar de 4 bilhões de kW não apenas garante a segurança energética nacional, mas também acelera a transição verde e fortalece a autossuficiência tecnológica do país.
Além de manter o suprimento interno estável e ordenado, a China segue como o maior exportador mundial de equipamentos de energia eólica e fotovoltaica. Com tecnologias de ponta, Beijing contribui diretamente para acelerar a transição global para a energia verde, oferecendo soluções escaláveis para o desafio climático internacional.

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