A China apresentou, em nome de 60 países, uma declaração conjunta durante a 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, defendendo a construção de um sistema global de direitos humanos mais justo, equilibrado e baseado na cooperação.
O posicionamento foi apresentado por Jia Guide, representante permanente da China junto ao escritório das Nações Unidas em Genebra. Segundo ele, o cenário internacional atual, marcado por instabilidade e desafios ao multilateralismo, reforça a necessidade de fortalecer a governança global.
Na declaração, a China propôs três diretrizes principais: respeito à soberania dos países e ao direito internacional, com rejeição a interferências externas e a padrões duplos; fortalecimento do multilateralismo, com maior participação de países em desenvolvimento e avanços nas reformas do sistema de direitos humanos da ONU; e adoção de uma abordagem centrada nas pessoas, com maior ênfase no direito ao desenvolvimento.
A iniciativa também destacou a Iniciativa de Governança Global, proposta pelo presidente Xi Jinping em 2025, que já recebeu apoio de mais de 150 países e organizações internacionais. Segundo a declaração, o conceito tem contribuído para ampliar o consenso internacional e promover soluções cooperativas para desafios globais.
O documento reforça a defesa de um sistema de governança internacional mais inclusivo, com maior representatividade e foco em resultados concretos, especialmente para países em desenvolvimento.

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