A China criticou, na última sexta-feira (10), a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, com início previsto para 1º de agosto. Em coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que tarifas não devem ser usadas como ferramenta para coagir ou intimidar outros países, nem para interferir em seus assuntos internos.
A declaração veio em resposta ao anúncio de Washington, que acusou o Brasil de práticas comerciais “injustas” e exigiu que o país interrompa o que chamou de “perseguição política interna”. Para a diplomacia chinesa, essa postura fere normas básicas do direito internacional e desrespeita o princípio da igualdade soberana entre os Estados.
Mao destacou que a não interferência em assuntos internos e o respeito à soberania são fundamentos da Carta das Nações Unidas. A China, segundo ela, defende firmemente que os países devem resolver suas diferenças com base no diálogo e na cooperação, e se opõe a qualquer forma de pressão unilateral.
A declaração reafirma a posição da China de apoio ao Brasil em um momento de tensão com os EUA, fortalecendo o discurso chinês contra o uso de sanções e tarifas como instrumentos de política externa.

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