A China vai explorar o uso de IA na regulação e nos serviços financeiros, segundo relatório do Conselho de Estado apresentado ao Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, o Legislativo do país, durante a sessão em andamento.
O documento lista cinco prioridades para a próxima fase do setor financeiro. Entre elas estão manter uma política monetária expansionista, com dinheiro abundante no sistema, reforçar a fiscalização e ampliar o crédito à economia real, ou seja, às empresas e às famílias.
Na fiscalização, o plano prevê combate a atividades financeiras ilegais, aplicação de IA na gestão e nos serviços do setor e mais proteção ao consumidor. O governo também promete mais apoio a obras de infraestrutura, inovação tecnológica e pequenas empresas.
O relatório defende ampliar o uso internacional do yuan, atrair instituições financeiras estrangeiras e capital de longo prazo e desenvolver um sistema próprio de pagamentos internacionais na moeda chinesa. No Brasil, o ICBC atua desde 2023 como banco de compensação do yuan, após acordos entre os dois países para permitir transações diretas entre real e yuan, sem passar pelo dólar.
Para conter riscos, o governo vai usar instrumentos de política monetária com IA para dar suporte ao mercado de capitais. Também vai manter a “lista branca” do setor imobiliário, mecanismo que libera financiamento bancário para concluir empreendimentos residenciais aprovados pelas autoridades.
Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o financiamento total à economia real somou 33 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,9 trilhões). No mesmo período, 88 empresas abriram capital nas bolsas de Shanghai e Shenzhen, quase 90% delas de alta tecnologia.






0 comentários