A população de pandas-gigantes em cativeiro na China chegou a 830 animais, com melhora contínua da diversidade genética, informou na terça-feira (3) Li Yunqing, vice-diretor da Administração Nacional de Florestas e Pastagens. O anúncio foi feito na conferência Global Panda Partners 2026, em Chengdu, capital da província de Sichuan.
Segundo Li, a construção de corredores ecológicos, faixas de vegetação que ligam áreas de mata antes separadas, permitiu reconectar 13 populações locais de pandas na natureza. Mais de 150 registros de pandas e outras espécies já foram feitos nesses corredores, e os animais circulam com frequência entre os habitats, o que aumenta as chances de reprodução.
O ano marca os 30 anos da cooperação científica internacional sobre o panda. A China já trabalhou com 26 instituições de 20 países, o que resultou em 69 pandas vivendo no exterior e 73 filhotes nascidos fora do país. Em 2024, Brasil e China chegaram a acertar o empréstimo de um casal de pandas a um zoológico brasileiro, mas o plano foi adiado por falta de verba para a manutenção dos animais.
O Centro de Conservação e Pesquisa do Panda-Gigante também ampliou o uso de drones e inteligência artificial no monitoramento e melhorou a capacidade de alimentação, cuidado e resgate veterinário dos animais. Daqui em diante, segundo Li, a China vai reforçar a proteção da espécie com planejamento de parques nacionais, controle mais rígido do uso do solo, vigilância de doenças e mais cooperação internacional em pesquisa.
A conferência, que termina nesta quarta-feira (4), reúne especialistas de mais de 30 países e regiões para discutir conservação da biodiversidade e cooperação em desenvolvimento verde.







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