A indústria chinesa de veículos inteligentes e conectados está saindo da fase de validação tecnológica para a disputa comercial em escala. Custo por veículo, viabilidade do negócio e conformidade no uso de dados passaram a definir a competição.
Um exemplo é a frota do Arcfox AlphaS, da BAIC Motor, na versão de nível 3. Até 16 de outubro, os carros haviam acumulado mais de 150 mil quilômetros em operação nas ruas. No nível 3, o carro dirige sozinho em determinadas condições, mas o motorista precisa estar pronto para assumir o volante quando o sistema pedir.
O modelo foi um dos dois primeiros desse nível aprovados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), em dezembro de 2025. Desde janeiro, a frota opera em rotas definidas, como a via expressa do Aeroporto de Daxing, em Pequim, coletando dados sobre situações como cortes de outros veículos e variações no fluxo.
Segundo Guo Shougang, do MIIT, até julho 70% dos carros de passeio novos vendidos na China tinham assistência combinada ao motorista (nível 2, que controla direção e velocidade ao mesmo tempo, com o motorista atento o tempo todo). Já 34% dos modelos ofereciam navegação assistida, em que o carro segue sozinho a rota do GPS, trocando de faixa e pegando saídas.
O ministério promete ampliar a infraestrutura de comunicação direta entre veículos, levar aos carros a conexão via satélite e o BeiDou, sistema chinês de navegação equivalente ao GPS, e digitalizar semáforos e sinalização. Também quer avançar em projetos em que carro, rua e servidores na nuvem trocam informações em tempo real.
Em setembro, o MIIT e outros oito órgãos lançaram um plano para o setor até 2030, com a meta de consolidar a cadeia produtiva de carros elétricos inteligentes e colocar a China entre as potências automotivas mundiais.







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