Professores aposentados serão recrutados em escolas rurais da China

Como parte dos esforços de melhorar a educação nas áreas rurais, os professores lecionarão por um ano e, no fim desse período, podem receber um convite para estender esse tempo

A China irá recrutar 4 mil professores aposentados para trabalhar em escolas rurais no ano letivo de 2019/2020, como parte dos esforços para melhorar a educação nessas áreas. Segundo um comunicado feito pelo Ministério da Educação, o projeto batizado de “idade de prata” está aberto a diretores e professores com menos de 65 anos.

Os professores voluntários irão prestar serviço durante ao menos um ano acadêmico, e aqueles que passarem nas avaliações trabalhistas serão convidados a estender esse período, de acordo com o departamento ministerial. Além de ensinar, eles ainda farão trabalhos como avaliar o trabalho de outros professores, realizar cursos ou workshops abertos, assessorar e ajudar as escolas a melhorarem suas gestões.

Estatísticas oficiais mostram que a China tinha mais de 2,9 milhões de professores rurais até o fim de 2018. O governo reforçou as medidas para impulsionar o desenvolvimento da educação rural e melhorar as condições de vida e trabalho para os educadores rurais.

Em 2018, 1.800 professores aposentados que estavam em boa saúde foram registrados para ensinar nestes centros rurais. Enquanto isso, 4 mil professores de 19 regiões de nível provincial foram enviados para apoiar a educação no Tibete e em Xinjiang, segundo o ministério. Além disso, foi oferecida assistência financeira às escolas rurais, sendo que o orçamento central destinou 4,5 bilhões de yuans (US$ 670 milhões) para o pagamento a mais de 1,27 milhão de professores de mais de 80 mil escolas rurais do país.

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