Fóssil de âmbar indica existência de floresta tropical no Tibete há 40 milhões de anos

De acordo com pesquisa, o fóssil encontrado é derivado de árvores encontradas apenas em florestas tropicais asiáticas

Um fóssil de âmbar, que foi descoberto na Região Autônoma do Tibete, indica que há mais de 40 milhões de anos o território teve uma floresta tropical. A informação vem de uma pesquisa realizada em conjunto por cientistas chineses, britânicos e indianos e que foi publicada recentemente no boletim Paleoworld.

Segundo Wang Bo, um dos pesquisadores do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, o fóssil de âmbar foi descoberto na bacia de Lunpola, no Tibete, e é derivado de árvores dipterocarpáceas, que atualmente são encontradas apenas em florestas tropicais asiáticas. A partir dessa informação, os cientistas chegaram à conclusão de que o ecossistema e a geografia do Tibete eram bastante diferentes há 40 milhões de anos.

Usando uma pesquisa anterior e estudos de biostratigrafia como base, esses pesquisadores criaram a tese de que uma floresta tropical ou subtropical, com altitude menos que 1.300 m, existiu no centro do Tibete. Após uma elevação no Planalto Qinghai-Tibete ter ocorrido cerca de 25 milhões de anos atrás, plantas como pinheiro e cipreste, que podem se adaptar à seca e ao frio começaram a ganhar espaço na região, modificando a vegetação do local.

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