Os veículos de entrega autônomos já fazem parte da rotina em cidades da China, como Qingdao, onde moradores podem receber pedidos diretamente de carros sem motorista. Equipados com inteligência artificial, esses veículos planejam rotas, reconhecem sinais de trânsito e evitam obstáculos de forma automatizada.
Na cidade, cerca de 1,1 mil veículos desse tipo já circulam, tornando Qingdao um dos principais centros de aplicação da tecnologia. Empresas como a Neolix lideram o setor, com modelos capazes de transportar até uma tonelada, atingir 45 km/h e percorrer até 200 km por carga.
O uso desses veículos tem se expandido rapidamente. Em Shenzhen, por exemplo, centenas de unidades já realizaram mais de 1 milhão de entregas em um único mês. Já em Beijing, plataformas como a Meituan utilizam modelos híbridos, combinando veículos autônomos e entregadores humanos.
Além dos centros urbanos, a tecnologia também chega a áreas rurais, como na região de Xinjiang, onde veículos autônomos percorrem longas distâncias para entregar pequenos volumes de encomendas, muitas vezes inviáveis para o modelo tradicional.
Segundo especialistas, os custos operacionais podem cair quase pela metade com o uso da tecnologia, ao mesmo tempo em que aumenta a eficiência e reduz a dependência de mão de obra em etapas logísticas.
Desde 2025, mais de 100 cidades chinesas já lançaram programas piloto para integrar esses veículos às vias públicas. O governo também tem incentivado a criação de normas e a expansão do setor, considerado estratégico no 15º Plano Quinquenal (2026-2030).
Para especialistas, a tendência não é substituir completamente os trabalhadores, mas promover a colaboração entre humanos e máquinas, criando novas oportunidades em áreas como operação, manutenção e gestão logística.

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