A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) assumiu o desafio de aproximar as literaturas brasileira e chinesa com o lançamento da série bilíngue Clássicos da Literatura Chinesa e Brasileira. A iniciativa, realizada em parceria com o Instituto Confúcio, já resultou na publicação de duas obras: O Alienista (1882), de Machado de Assis, e Flores Matinais Colhidas ao Entardecer (1926-27), de Lu Xun.
O projeto visa ampliar o acesso à literatura chinesa entre brasileiros e promover a recepção de autores nacionais na China, além de incentivar o aprendizado das línguas e os estudos de tradução. “São obras que compartilham aspectos comuns e ajudam a compreender a complexidade humana”, destaca Bruno De Conti, diretor brasileiro do Instituto Confúcio e idealizador da série.
Segundo Edwiges Maria Morato, diretora da editora da Unicamp, a iniciativa é voltada especialmente para estudantes e pesquisadores, mas também acolhe leitores casuais. A escolha de Lu Xun e Machado se deu pelas semelhanças entre os autores, como o interesse pela loucura, a crítica social e o uso refinado da linguagem.
Mais do que uma ponte entre duas tradições literárias, o projeto representa um passo simbólico rumo a uma nova ordem cultural, onde o diálogo entre Oriente e Ocidente se torna cada vez mais necessário.
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