Os turistas chineses responderam por mais de 50% das viagens de estrangeiros à Rússia no primeiro semestre de 2026, segundo a agência Xinhua. Durante o feriado do Dia Nacional, na primeira semana de outubro, eles foram presença frequente nas ruas de Moscou.
O embaixador da China na Rússia, Zhang Hanhui, afirmou que as visitas turísticas entre os dois países passaram de 3 milhões em 2025. Só no primeiro trimestre deste ano, 154 mil chineses visitaram a Rússia, alta de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Moscou quer mais. Em setembro, o vice-primeiro-ministro russo Dmitry Chernyshenko disse que o país pretende receber mais de 5,5 milhões de turistas chineses por ano até 2030.
O movimento ecoa no Brasil, que desde 11 de maio dispensa de visto cidadãos chineses em viagens de até 30 dias, em reciprocidade à isenção que a China concede a brasileiros desde junho de 2025. As duas medidas valem até 31 de dezembro. Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil recebeu cerca de 103 mil turistas chineses em 2025, alta de 35%, e 26,4 mil no primeiro trimestre deste ano.
Rússia: menos excursões, mais viagens independentes
Moscou segue como a principal porta de entrada. Segundo o Serviço de Fronteiras russo, a capital recebeu 240 mil turistas chineses no primeiro semestre, 7% a mais que um ano antes.
O perfil, porém, mudou. Mais de 80% dos viajantes chineses chegam a Moscou por conta própria, inclusive a negócios, segundo Bulat Nurmukhanov, vice-presidente do Comitê de Turismo da cidade.
Em resposta, cresce na capital o selo “China Friendly”, que certifica hotéis e serviços com informação em chinês, cardápios adaptados e equipe treinada. O grupo Cosmos Hotel informou que dois de seus hotéis de quatro e cinco estrelas em Moscou já receberam a certificação.







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