O primeiro-ministro da China, Li Qiang, se reuniu nesta quarta-feira (21) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo. Segundo Li, diante de um cenário internacional complexo e em transformação, a coordenação próxima entre os dois países tem funcionado como fator de estabilidade. Li está na Rússia até quinta-feira (22) para a 31ª reunião regular entre os chefes de governo dos dois países, mecanismo criado em 1996.
O premiê transmitiu cumprimentos de Xi Jinping a Putin e lembrou que os dois presidentes já se encontraram duas vezes neste ano. Disse que a China quer reforçar a comunicação estratégica e a confiança política e aproveitar a complementaridade das duas economias, com foco em energia e recursos naturais, comércio e investimentos e transportes. Também defendeu o sucesso dos Anos da Educação China-Rússia e mais intercâmbio em cultura, turismo, esportes e juventude.
Li afirmou que o unilateralismo e o hegemonismo avançam no mundo e que a China quer ampliar a coordenação com a Rússia em plataformas multilaterais como a Organização para a Cooperação de Xangai e o BRICS, grupo do qual o Brasil é membro fundador, além de reunir mais forças do Sul Global em defesa de interesses comuns.
Putin pediu que Li levasse seus cumprimentos a Xi e desejou sucesso à 5ª sessão plenária do 20º Comitê Central do PCCh, que acontece nos próximos dias. Segundo o russo, ele e Xi se reuniram várias vezes neste ano e chegaram a novos consensos sobre a parceria entre os dois países.
O presidente russo disse que as relações bilaterais se baseiam em igualdade, respeito mútuo e benefício recíproco, e que não são afetadas por mudanças no cenário internacional nem por interferência de terceiros. Para ele, a China “foi e sempre será a parceira mais próxima e confiável da Rússia”.
Putin citou como áreas prioritárias de cooperação energia, agricultura, espaço, energia nuclear civil, tecnologia da informação, inteligência artificial e transportes. Ele também manifestou apoio à China como anfitriã da reunião de líderes da Apec neste ano e na presidência rotativa do BRICS, que a Índia ocupa em 2026 após o Brasil e passa aos chineses em 2027.







0 comentários