Uma exposição inaugurada nesta segunda-feira em Budapeste revisita a contribuição de arquitetos húngaros para o desenvolvimento urbano de Shanghai na primeira metade do século 20. Intitulada Modernidade Atemporal – O Legado de Arquitetos Húngaros em Shanghai, a mostra é organizada pelo Centro Cultural da China em Budapeste e pela Associação de Amizade Sino-húngara e apresenta trabalhos de László Hudec, Károly Gonda, Béla Matrai e Rudolf Somjen. Por meio de fotos, filmes, documentos, maquetes e instalações, a exposição evidencia como seus projetos modernistas se integraram à evolução da metrópole chinesa.
Na abertura, István Jakab, vice-presidente da Assembleia Nacional Húngara, afirmou que a mostra representa “um marco na história das relações culturais sino-húngaras”, descrevendo as obras como uma ponte cultural que atravessa um século. O embaixador chinês, Gong Tao, chamou o evento de um “reencontro emocional e criativo” entre os dois países, destacando seu papel no fortalecimento do entendimento mútuo.
Judit Eva Nagy, presidente da Associação de Amizade Sino-húngara, ressaltou que os edifícios criados pelos arquitetos em Shanghai se tornaram parte de uma história compartilhada, enquanto o arquiteto-chefe da Hungria, Rego Lanszki, enfatizou que o legado vai além da estética, refletindo modos de pensar que aproximaram duas culturas em transformação.
A mostra reúne materiais e pesquisas coletados ao longo de 15 anos por estudiosos, diplomatas culturais, jornalistas, profissionais de museus e familiares, consolidando um panorama abrangente de um capítulo pouco conhecido, mas fundamental, da relação entre Hungria e China.

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