Hohhot é proclamada “Capital Mundial do Leite” pela federação internacional de ciência de alimentos

Cidade da Mongólia Interior já abriga duas das dez maiores produtoras globais
Por Redação

A cidade de Hohhot, capital da Região Autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, recebeu neste sábado (2) o título de “Capital Mundial do Leite” pela União Internacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos (IUFoST). O reconhecimento foi anunciado durante a Conferência Mundial da Indústria Láctea de 2026, consolidando o status da cidade como epicentro global da produção e inovação no setor.

Hohhot já ostentava os títulos de “Capital Chinesa do Leite” (desde 2005) e “Capital Mundial da Ciência e Tecnologia Láctea” (desde 2023). Ao entregar a nova designação, Pavinee Chinachoti, presidente eleita da IUFoST, destacou que a sinergia entre centros de pesquisa de ponta e líderes industriais permitiu à cidade alcançar avanços significativos, como o processamento de alta eficiência da proteína de soro de leite hidrolisada e métodos de extração ecológicos da beta-caseína.

Impulsionado pelo compromisso com a ciência, o setor lácteo de Hohhot continua a expandir fronteiras. Tanto a produtividade em suas fazendas de larga escala quanto a qualidade do leite cru figuram entre as melhores do mundo. Um dado emblemático é que Hohhot é a única cidade global a abrigar duas das dez maiores produtoras de laticínios do planeta, as gigantes Yili e Mengniu. Em 2025, a receita total da cadeia industrial do leite na cidade superou a marca de 300 bilhões de yuans (aproximadamente 44,2 bilhões de dólares).

Durante o evento, He Haidong, prefeito de Hohhot, propôs uma série de iniciativas para o desenvolvimento sustentável da indústria global de laticínios, defendendo um setor mais verde, inteligente, inclusivo, aberto e seguro. Por sua vez, Laurence Rycken, diretor-geral da Federação Internacional de Laticínios (IDF), alertou que, embora a indústria esteja migrando de uma expansão rápida para uma fase de desenvolvimento de alta qualidade, ela enfrenta desafios como mudanças climáticas, escassez de recursos e rupturas nas cadeias de suprimentos.

Rycken ressaltou, contudo, que a inovação tecnológica, a digitalização e a integração industrial estão criando novas oportunidades. O dirigente destacou ainda o papel da China, um dos mercados lácteos mais importantes do mundo, que tem alcançado progressos expressivos em inovação tecnológica, qualidade de produtos, modernização industrial e sustentabilidade nos últimos anos.

Publicado em: 03/08/2026

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