O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China divulgou o plano de desenvolvimento da produção de lavouras para o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030), com a meta de reforçar gradualmente a capacidade de produção de grãos do país e garantir a autossuficiência básica em alimentos básicos até o fim da década.
Segundo o plano, a China vai consolidar a produção doméstica dessas culturas para manter um nível “razoável” de autossuficiência, ao mesmo tempo em que garante o abastecimento de hortaliças, frutas e chá. O texto também prevê conservação de água na agricultura e uso mais criterioso de fertilizantes e pesticidas, além de incentivar sementes de alto rendimento e maquinário inteligente — tecnologias que hoje já respondem por mais de 64% do crescimento da produção agrícola chinesa.
A meta está alinhada ao plano mais amplo de modernização agrícola e rural do país para o mesmo período, que prevê elevar a capacidade de produção de grãos para 1,45 trilhão de jin (cerca de 725 milhões de toneladas) até 2030. Em 2025, a produção chinesa de grãos somou 714,9 milhões de toneladas, o segundo ano seguido acima da marca de 700 milhões.
Zhao Changbao, diretor do Centro de Pesquisa da Economia Rural do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, afirmou que elevar a produtividade da terra, o uso de recursos e a produtividade do trabalho é essencial para consolidar a base do desenvolvimento agrícola e reforçar a segurança alimentar do país diante das mudanças internas e externas.
O plano chinês é divulgado em um momento de pressão sobre a segurança alimentar global: relatório de cinco agências da ONU, publicado em julho, estimou que 645 milhões de pessoas — 7,8% da população mundial — enfrentaram fome em 2025. A China, que alimenta quase 20% da população global com menos de 9% da terra arável do planeta, mantém sua taxa de autossuficiência em grãos em patamar elevado.







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