Mais de 300 artefatos e documentos históricos ligados à Longa Marcha estão expostos pela primeira vez no Museu Militar da Revolução do Povo Chinês, em Pequim. A mostra marca os 90 anos da vitória da Longa Marcha, concluída em outubro de 1936, quando as principais forças do Exército Vermelho romperam o cerco do Kuomintang e se reuniram no noroeste da China. Iniciada em 1934, a travessia de cerca de 12,5 mil km preservou as forças revolucionárias e deu ao PCCh uma nova base para crescer.
Entre os destaques estão manuscritos com relatos de batalhas, comunicações por rádio e do dia a dia da marcha, como o de um comandante de divisão sobre a batalha do rio Xiangjiang, no fim de 1934. O Exército Vermelho Central saiu dessa campanha com pouco mais de 30 mil soldados, ante mais de 86 mil no início. Outros objetos mostram as condições extremas de um percurso que incluiu mais de 20 montanhas nevadas acima de 4 mil metros e centenas de quilômetros de pântanos, como metade de um cinto cuja outra parte foi comida por um soldado, uma linha de pesca usada para conseguir alimento e sandálias de palha reforçadas com tecido. Há ainda presentes deixados a moradores do caminho, como uma toalha de mesa que Mao Zedong deu a um integrante da etnia miao em Guizhou.
A exposição ocupa cerca de 3,3 mil m² e reúne 1.061 itens, entre 875 artefatos e 186 documentos, além de 357 fotografias e gráficos e 73 obras de arte. Cenografias recriam episódios como a tomada da Ponte de Luding, a batalha pelo Passo de Lazikou e a Reunião de Zunyi, em 1935. É a quarta mostra temática do museu sobre a Longa Marcha, depois das de 1996, 2006 e 2016, e a primeira com textos em inglês. O conteúdo passa a integrar a exposição permanente.







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