O presidente chinês, Xi Jinping, chegou nesta quarta-feira (23) aos Estados Unidos para uma visita de Estado de três dias, a convite de Donald Trump, poucos meses depois da viagem do americano à China em maio. Para Roland Henwood, professor de ciência política da Universidade de Pretória, a visita ocorre num cenário global particularmente difícil, e o que acontece entre os dois países afeta o mundo inteiro. Erastus Mwencha, ex-vice-presidente da Comissão da União Africana, lê a viagem como parte de uma sequência, iniciada no encontro de Busan e seguida pela visita de Trump em maio.
Entre as áreas de cooperação apontadas pelos analistas, a inteligência artificial aparece em destaque. Pascal Sery, ex-deputado da Costa do Marfim, afirma que China e EUA têm capacidade técnica e influência para liderar o diálogo sobre segurança, governança e regras internacionais para a tecnologia. Já Abu Bakr al-Deeb, do Centro Árabe de Pesquisas e Estudos, no Cairo, cita o combate às drogas: segundo ele, autoridades dos dois países já trabalharam juntas neste ano em casos de tráfico e de novas substâncias psicoativas.
O queniano Cavince Adhere, especialista em relações internacionais, lembra que, como as duas maiores economias do mundo, China e EUA têm responsabilidade sobre a estabilidade da economia global e das cadeias de suprimentos. Para ele, uma relação estável entre os dois é “um bem público”, porque menos atrito reduz o risco de fragmentação das cadeias produtivas.







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