Uma equipe ligada à Administração Espacial Nacional da China (CNSA) estuda a construção de uma estufa na superfície da Lua como parte dos esforços para viabilizar missões de longa permanência. A proposta foi apresentada pela engenheira espacial Wang Qiong durante coletiva em Beijing.
A estrutura teria como objetivo proteger rovers e robôs das condições extremas da noite lunar, que dura cerca de 14 dias e pode registrar temperaturas inferiores a -200 °C. Segundo Wang, o uso de tecnologias de construção na superfície lunar permitiria criar ambientes mais estáveis, facilitando a continuidade das operações durante esses períodos críticos.
O projeto ganha relevância à medida que os programas espaciais avançam rumo à permanência prolongada no satélite natural. Nesse contexto, soluções como a estufa podem se tornar fundamentais para garantir a sustentabilidade de missões científicas e, futuramente, tripuladas.
A iniciativa se apoia em avanços recentes obtidos pela missão Chang’e-6, que trouxe à Terra quase 2 quilogramas de amostras do lado oculto da Lua, feito inédito na história. Os estudos dessas amostras já permitiram novas descobertas sobre a evolução lunar, além de envolver cooperação internacional com países e organizações como a Agência Espacial Europeia.

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