China lança plano nacional para impulsionar consumo com inteligência artificial

Diretrizes reúnem 17 medidas para integrar tecnologia a produtos e serviços do dia a dia

O Ministério do Comércio da China e outras sete pastas governamentais divulgaram, na quinta-feira, diretrizes para acelerar o desenvolvimento do modelo “IA mais consumo”. O documento apresenta 17 medidas distribuídas em cinco eixos, com o objetivo de promover a integração da inteligência artificial aos mercados de bens e serviços. A estratégia busca ampliar o consumo de produtos inteligentes e criar novos cenários de uso para a tecnologia no cotidiano da população.

No setor de bens de consumo, o plano prevê o aumento da oferta de novos produtos baseados em IA, com foco na renovação de eletrônicos, eletrodomésticos e itens para o lar. A proposta inclui o fomento ao mercado de wearables (dispositivos vestíveis) e o incentivo ao uso de robôs inteligentes para cuidados, companhia e assistência a idosos.

Nas áreas de serviços, a orientação é expandir o uso de IA em atividades como turismo, hospedagem, alimentação, educação e serviços domésticos, além de impulsionar a modernização de refeitórios em escolas, hospitais e empresas.

A iniciativa também estabelece metas para o varejo e a logística. O governo chinês pretende acelerar o conceito de varejo inteligente e aprofundar a fusão entre o comércio eletrônico e a inteligência artificial. Paralelamente, haverá investimentos para melhorar as redes de logística inteligente nos níveis de condado, município e vila, visando ampliar a cobertura de entregas em áreas remotas.

Para viabilizar a adesão, o país criará polos de consumo de IA e centros de experiência, além de estimular o aluguel e o compartilhamento de equipamentos em espaços públicos. As autoridades locais também poderão formular políticas de subsídio para terminais inteligentes de nova geração, enquadradas no atual marco de incentivo à troca de bens de consumo.

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